- Olá estás boa? Falava-lhe como se a tivesse visto ontem, contudo já passara
mais de uma década. - Soube que precisavas falar-me. O que se passa? - Bom dia. O que se passa é que estás em falta. - Eu sei. Ainda bem que me achaste porque queria falar-te sobre
isso. Estava onde sempre estivera, nunca mudara de casa. Irritava-a
os princípios que a sua família lhe incutira os mesmos que aparentemente lhe
faltavam a ele. - Diz lá então. – já andava desconfiada de que pretendia
parar de cumprir com as suas obrigações as mesmas que só por receio à ordem
judicial continuava a cumprir a contragosto. – Mas queria ouvi-lo dizê-lo. - Estou com certas dificuldades em continuar a enviar-te
dinheiro, fiquei desempregado. - Pois! Tenho muita pena. Ninguém melhor do que eu para
compreender essa situação, contudo a tua filha não deixa de comer, nem de se
vestir, nem de estudar. Por isso aconselho-te veementemente a arranjar maneira
de continuares a cumprir com o estipulado. - Até já fui para fora. – saltava da …