Todos que tenham a minha idade sabem que esta era uma das músicas preferidas da nossa infância (bem de pelo menos alguns, eu pessoalmente gosto de não me incluir neste grupo). Mas a triste realidade é que desde pequenos que nos fomos habituando a ouvir que o Lobo é mau, agressivo, falso, agoirento, a própria representação do mal, e o cancioneiro português é disso um rico exemplo.
Mas existem muitos mais exemplos em todo o mundo desde os tempos mais remotos. Na mitologia Nórdica que tanto me fascina, Fenrir é visto como um lobo monstruoso, pai dos lobos Skoll, que pretende destruir o sol e de Hati, que por sua vez pretende destruir a Lua. Também na literatura somos bafejados por incríveis descrições da sua maldade, Bram Stoker apresenta-os como os guardiões da noite do príncipe da Valáquia, Vlad Dracul consegue mesmo transmutar-se num lobo. E não me poderia esquecer dos lobisomens que aparecem somente para nos atormentar quando à noite fechamos os olhos e nos deixamos guiar para onde…