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[Cinemania] "O Herói de Hacksaw Ridge" [Crítica de Cinema]

Texto: Madalena Condado

Foto: Nós Audiovisuais - Direitos Reservados


Pelas magistrais mãos de Mel Gibson chega-nos mais um filme onde se juntam todos os ingredientes necessário para vir a ser um êxito de bilheteiras, ou não contasse ele com nomes como Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn, Richard Roxburgh, Andrew Garfield entre tantos outros. 
Hacksaw Ridge ao contrário de todos os filmes de guerra anteriormente produzidos tem a excepcional capacidade de nos mostrar um lado humano no meio de tanta destruição e morte. Tem tudo para poder ser considerado um filme antiguerra ou não fosse ele uma póstuma homenagem a Desmond Doss o primeiro militar Objector de Consciência a receber a Medalha de Honra pela coragem demonstrada em pleno campo de batalha.
Desmond Doss foi um verdadeiro herói de guerra americano que na batalha de Okinawa em que os soldados tinham que escalar a escarpa de Maeda renomeada pelos americanos de Hacksaw Ridge salvou sozinho 75 soldados feridos sem nunca pegar …

Área 51

Foi com surpresa que esta madrugada vi chegar ao Terreiro do Paço “A Liberdade”, mais conhecida internacionalmente por Estátua da Liberdade, trazia como bagagem somente a sua tocha e coroa que me garantiu nunca ter sido recebida num concurso de miss universo. Sendo ela filha de pai francês, amiga de um número incontável de imigrantes e nunca tendo requerido cidadania americana resolveu partir para o velho continente que a viu nascer com receio de represálias devido ao facto de ser imigrante, mulher, gorda e vestir-se de forma esquisita.
Contou-me como numa noite toda a sua existência bem como a de tantos tinha sido colocada em causa. Temia pela construção do prometido muro que seria pago por terceiros, pelo “drenar do pântano” podia dar-se o caso de ser construído um casino no seu lugar, a mudança de Obamacare para Trumpcare, o ensino nas universidades da cadeira de fuga aos impostos, a retirada das tropas americanas de locais de guerra para a possível colocação de mão de obra treinada…

Todos (os) Santos

- Um, dó, li, tá, tu és bruxa, tu és santa, tu és finada. - Finada? Eu não quero ser finada! - Ora isso não é algo que possas escolher. És finada e ponto final. - Já te disse que não quero ser finada. - Escuta lá os mortos não reclamam, aliás nem se ouvem por isso vê lá se fazes o mesmo. - Os mortos também recebem mais flores do que os vivos e eu não te vejo com nenhum bouquet de flores. - Isso é porque o remorso é mais forte do que a gratidão, por isso agradece e cala-te. - Agradecer? O quê? Não sou nenhuma santa. - Pois não és finada. (suspiro) - Mas hoje não é o dia de todos os Santos? - Santa paciência. Hoje é o dia das Bruxas. - Então quero ser uma. - Já te disse que não podes. - E um sapo, posso ser? - Não! - Então já não quero brincar. - Olha porque não fazes o que Victor Hugo disse. - E ele era um bruxo. - Não! - E era um santo? - Também não. Mas é um finado. - Ahhhh. Então e o que foi que ele disse? - Disse que podes brincar porque segundo ele: “os mortos são uns invisíveis e não uns ausentes”…

All Hallows Eve

Cai o véu que separa os mundos.
Nesta noite é permitido às almas circularem livremente pelos locais que em vida conheceram. Uns mais afortunados poderão vê-las, outros senti-las, mas a verdade é que nesta noite elas estão aqui para nos agraciar com a sua presença. Voltam para nos fazer companhia, para nos sentir, para nos lembrar que não estamos sós.
Não necessitamos fechar os olhos para senti-las ao nosso lado.
Fazem-nos companhia enquanto cozinhamos, sentam-se à nossa mesa para nos ouvir conversar e antes de voltarem a partir ajeitam-nos os lençóis da cama como faziam em vida beijam-nos nas faces sussurrando-nos as tão ansiadas palavras de amor.
Nesses momentos se fecharmos bem os olhos quase que as conseguimos ouvir dizer:
Não chores não morri! Já não sou o meu corpo, mas o meu espirito permanece em ti.
Não tenhas saudades minhas! Pois nunca te deixarei, não o conseguiria mesmo que tentasse.
Não te sintas só! Estarei sempre aqui até ao dia em que nos reencontremos.
E até que esse dia …

Lar Doce Lar

Lembro-me da casa dos meus avós em Lisboa, numa rua com frondosas árvores que nos protegiam da chuva no inverno e do calor no verão. Acordar com o chilrear dos pássaros a receberem cada novo dia. Mas lembro-me principalmente dos vizinhos, eram uma extensão da nossa própria família. Pedir um balde de gelo, meia dúzia de ovos ou uma xícara de açúcar era mais do que um esquecimento nas mercearias, era uma oportunidade para conversarmos sobre tudo e sobre nada.
Depois mudei para um prédio impessoal também em Lisboa, onde cedo me habituei que os simples gestos de boa cidadania eram quase como jogar “roleta russa”.  
E quando julgamos que já nos habituámos a esta indiferença os vizinhos que se tinham inicialmente resignado à nossa presença acabando por nos aceitar envelhecem, partem. A verdade é que os tempos mudam e nem sempre essas mudanças são para melhor.
Por isso quando leio que a sonda Schiaparell embateu no solo de Marte lembro-me das vezes em que a meio da noite ouço estranhos ruídos…

E viveram felizes para sempre

Eram oito horas da manhã quando na passada quinta-feira chegava a Alcobaça a convite da Câmara Municipal para participar na 3.ª edição do festival Books & Movies. Dirigi-me à Biblioteca Municipal atravessando a pequena ponte sobre o rio Alcôa com o habitual nervosismo de quem nem não sabe o que esperar, mas com a forte convicção da imensa responsabilidade que é apresentar os MacCumhaill e a Irmandade. Desta feita a minha assistência eram os alegres, curiosos e deveras interessados alunos das escolas de São Martinho do Porto e da Benedita com os quais passei momentos simplesmente indescritíveis. Almocei no restaurante Frei Bernardo em excelente companhia onde entre diversas iguarias pude degustar alguns dos tentadores doces conventuais. E onde fui simpaticamente convidada para um final de noite que se veio a comprovar deveras reconfortante à lareira a ouvir falar em bom português. Mas foi naquele final de tarde sentada na esplanada da pastelaria Alcôa defronte para o Mosteiro enqu…

Festival Books&Movies 2016, Alcobaça

A convite da Câmara Municipal de Alcobaça este ano estarei presente na 3ª edição do Festival Books&Movies, 
E é já amanhã dia 13 de Outubro, no Auditório da Biblioteca Municipal que irei levar os mundos fantásticos dos MacCumhaill e da Irmandade aos Grupos Escolares. 
O primeiro encontro está marcado para as 09:30h e o segundo para as 14:00h. 
Quem quiser aparecer é sempre muito bem-vindo.
Até lá!