Dizem que vivemos várias vidas e que nunca nos
lembramos delas para que possamos de alguma forma corrigir o que deixámos
inacabado. Mas como será possível garantir que desta vez agiremos de acordo com
os nossos desígnios? Que desta feita será a última vez que percorreremos o
nosso atribulado percurso sem falhar, fazendo desta a nossa última passagem? Será que as pessoas que nos acompanham agora
foram as mesmas que já o fizeram nas nossas vidas passadas? Gosto de pensar que das vezes que o meu sexto
sentido me disse que de alguma forma já as conhecia, que não me tivesse
enganado. Será esta a minha última passagem? A minha intuição diz-me que não. Deito-me e fecho os olhos, quero viajar, quero
que a minha memória me leve para lá do véu das minhas lembranças, que me
permita atravessar a névoa dos tempos e independentemente de quem possa ter
sido ter sempre a certeza que estou aqui novamente para acabar o que deixei
inacabado.
“Sigo por um estreito e escuro caminho, estico as mãos, mas não to…
“Sigo por um estreito e escuro caminho, estico as mãos, mas não to…