Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

À conversa com Brandon Sanderson

Brandon Sanderson é um escritor americano de fantasia. Um homem com cara de miúdo e uma escrita que nos consegue transportar para outros mundos onde tudo é possível. E consegue faze-lo com aquela facilidade com que só os grandes escritores sabem. Foi isso que no passado dia 07 de novembro na FNAC do Colombo tanto eu como todos aqueles que ali se encontravam, e eram muitos, tivemos o privilégio de lhe transmitir ao ouvi-lo falar sobre o seu trabalho e planos futuros. Entrou acompanhado do seu editor numa sala completa com os seus leitores e alguns curiosos, mas foi somente quando levantou o braço para saudar os presentes que o público lhe respondeu com uma salva de palmas ensurdecedora. Deu-nos a oportunidade de o ficarmos a conhecer um pouco melhor nesta sua curta passagem pelo nosso país, sabemos que se considera um “nerd”, que ficou viciado na leitura quando uma sua professora lhe deu um livro de fantasia para ler, livro esse que conserva até hoje em local de destaque. Faz muita pesq…

EuroMilionária

Esta segunda-feira acordei a pensar que chegou a minha vez de ser milionária e isso é algo para acontecer já esta semana, quero começar a gozar os bons prazeres da vida que só o dinheiro proporciona.
Fiz uma lista que penso ser o primeiro passo para um futuro milionário bem-sucedido, escrevi tudo o que pretendo comprar e todos os locais que quero visitar.
Decidi que o primeiro item da minha curta lista de duas páginas teria que ser uma casa com piscina quem sabe até mesmo um velho solar ou um palacete, tinha era que ser na Boca do Inferno. Nesse momento comecei a pensar e se calhar não devia passar o patamar dos 600 mil euros, para já chegava ter que dar vinte por cento do bolo ao estado, não queria ter que entregar o resto em IMI. Se calhar o melhor mesmo era continuar no meu apartamento em Benfica onde afinal até já pago tanto imposto como o Armando Pereira e eu não sou dona da PT só de mim mesma.
No segundo ponto da minha lista conclui que preciso urgentemente de um carro novo. Mas n…

Sexto Sentido

Dizem que vivemos várias vidas e que nunca nos lembramos delas para que possamos de alguma forma corrigir o que deixámos inacabado. Mas como será possível garantir que desta vez agiremos de acordo com os nossos desígnios? Que desta feita será a última vez que percorreremos o nosso atribulado percurso sem falhar, fazendo desta a nossa última passagem? Será que as pessoas que nos acompanham agora foram as mesmas que já o fizeram nas nossas vidas passadas? Gosto de pensar que das vezes que o meu sexto sentido me disse que de alguma forma já as conhecia, que não me tivesse enganado. Será esta a minha última passagem? A minha intuição diz-me que não. Deito-me e fecho os olhos, quero viajar, quero que a minha memória me leve para lá do véu das minhas lembranças, que me permita atravessar a névoa dos tempos e independentemente de quem possa ter sido ter sempre a certeza que estou aqui novamente para acabar o que deixei inacabado.
“Sigo por um estreito e escuro caminho, estico as mãos, mas não to…

[Cinemania] "O Herói de Hacksaw Ridge" [Crítica de Cinema]

Texto: Madalena Condado

Foto: Nós Audiovisuais - Direitos Reservados


Pelas magistrais mãos de Mel Gibson chega-nos mais um filme onde se juntam todos os ingredientes necessário para vir a ser um êxito de bilheteiras, ou não contasse ele com nomes como Hugo Weaving, Rachel Griffiths, Vince Vaughn, Richard Roxburgh, Andrew Garfield entre tantos outros. 
Hacksaw Ridge ao contrário de todos os filmes de guerra anteriormente produzidos tem a excepcional capacidade de nos mostrar um lado humano no meio de tanta destruição e morte. Tem tudo para poder ser considerado um filme antiguerra ou não fosse ele uma póstuma homenagem a Desmond Doss o primeiro militar Objector de Consciência a receber a Medalha de Honra pela coragem demonstrada em pleno campo de batalha.
Desmond Doss foi um verdadeiro herói de guerra americano que na batalha de Okinawa em que os soldados tinham que escalar a escarpa de Maeda renomeada pelos americanos de Hacksaw Ridge salvou sozinho 75 soldados feridos sem nunca pegar …

Área 51

Foi com surpresa que esta madrugada vi chegar ao Terreiro do Paço “A Liberdade”, mais conhecida internacionalmente por Estátua da Liberdade, trazia como bagagem somente a sua tocha e coroa que me garantiu nunca ter sido recebida num concurso de miss universo. Sendo ela filha de pai francês, amiga de um número incontável de imigrantes e nunca tendo requerido cidadania americana resolveu partir para o velho continente que a viu nascer com receio de represálias devido ao facto de ser imigrante, mulher, gorda e vestir-se de forma esquisita.
Contou-me como numa noite toda a sua existência bem como a de tantos tinha sido colocada em causa. Temia pela construção do prometido muro que seria pago por terceiros, pelo “drenar do pântano” podia dar-se o caso de ser construído um casino no seu lugar, a mudança de Obamacare para Trumpcare, o ensino nas universidades da cadeira de fuga aos impostos, a retirada das tropas americanas de locais de guerra para a possível colocação de mão de obra treinada…

Todos (os) Santos

- Um, dó, li, tá, tu és bruxa, tu és santa, tu és finada. - Finada? Eu não quero ser finada! - Ora isso não é algo que possas escolher. És finada e ponto final. - Já te disse que não quero ser finada. - Escuta lá os mortos não reclamam, aliás nem se ouvem por isso vê lá se fazes o mesmo. - Os mortos também recebem mais flores do que os vivos e eu não te vejo com nenhum bouquet de flores. - Isso é porque o remorso é mais forte do que a gratidão, por isso agradece e cala-te. - Agradecer? O quê? Não sou nenhuma santa. - Pois não és finada. (suspiro) - Mas hoje não é o dia de todos os Santos? - Santa paciência. Hoje é o dia das Bruxas. - Então quero ser uma. - Já te disse que não podes. - E um sapo, posso ser? - Não! - Então já não quero brincar. - Olha porque não fazes o que Victor Hugo disse. - E ele era um bruxo. - Não! - E era um santo? - Também não. Mas é um finado. - Ahhhh. Então e o que foi que ele disse? - Disse que podes brincar porque segundo ele: “os mortos são uns invisíveis e não uns ausentes”…

All Hallows Eve

Cai o véu que separa os mundos.
Nesta noite é permitido às almas circularem livremente pelos locais que em vida conheceram. Uns mais afortunados poderão vê-las, outros senti-las, mas a verdade é que nesta noite elas estão aqui para nos agraciar com a sua presença. Voltam para nos fazer companhia, para nos sentir, para nos lembrar que não estamos sós.
Não necessitamos fechar os olhos para senti-las ao nosso lado.
Fazem-nos companhia enquanto cozinhamos, sentam-se à nossa mesa para nos ouvir conversar e antes de voltarem a partir ajeitam-nos os lençóis da cama como faziam em vida beijam-nos nas faces sussurrando-nos as tão ansiadas palavras de amor.
Nesses momentos se fecharmos bem os olhos quase que as conseguimos ouvir dizer:
Não chores não morri! Já não sou o meu corpo, mas o meu espirito permanece em ti.
Não tenhas saudades minhas! Pois nunca te deixarei, não o conseguiria mesmo que tentasse.
Não te sintas só! Estarei sempre aqui até ao dia em que nos reencontremos.
E até que esse dia …