Capítulo Dois Os
raios de sol penetravam através da janela do quarto. Mesmo fechada permitia a
passagem daquele cheiro que parecia ter ganho novas proporções. Desceu
dirigindo-se à cozinha onde preparou um bule de café. Encheu uma chávena e foi
abrir a porta de acesso ao pátio virado para a ria no preciso momento em que
Matilde se preparava para bater. -
Olá Mário! -
Matilde? Quando chegaste? -
Ontem à noite. Tiveste saudades minhas? Ali
prostrada à sua frente estava a miúda com quem namorava todos os anos nas
férias. Como
não respondesse. Matilde avançou para ele abraçando-o e beijando-o. Evitando
passar o limiar da porta. – Não me convidas a entrar? -
Tenho sempre saudades tuas, anda cá. Entra. – Apertou-a, beijando-a. -
Olha porque é que nunca me procuras em Lisboa? Beijava-lhe
o pescoço enquanto lhe respondia a custo – Porque ando sempre de um lado para o
outro, sabes que o meu curso não me…