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Mensagens

Vou subir a fasquia e escrever mais cinco sombras

Está decidido!  Vou subir a fasquia. Quero mais de trinta e três mil pessoas a correrem para as salas de cinema portuguesas para assistirem à estreia dos meus filmes. Quanto ao resto do mundo logo se vê. Ontem, a convite da minha amiga Elisabete, fui ao Colombo assistir ao segundo filme sobre o “senhor cinzento” baseado no romance erótico de E. L. James. Para ser exacta foi esta mesma amiga que me apresentou a autora emprestando-me os seus livros para que os lesse e lhe desse a minha opinião. O que fiz. Passo para os desabafos do que gostei e não gostei no que vi ontem. Pontos Negativos: Dakota Johnson. É como ver a Dory à procura de si mesma. Além de que fica aqui o exemplo de que uma “cunha” nem sempre é aconselhável, principalmente quando naquela família nenhum peixe sabe nadar. Algemas para os tornozelos com extensor-ATENÇÃO não aconselhável a pessoas com excesso de peso, o rodar pode tornar-se problemático para todos os envolvidos. Pontos Positivos: Jamie Dornan, antes de mais porque…

O Covil da Ria Formosa - IV Capítulo

Capítulo Quatro
   Tinham-se juntado no quarto de Mário. Matilde tentava insistentemente contactar com as irmãs para as avisar, mas estas continuavam incomunicáveis.     Diogo entrou a correr, tinha ido espreitar se ainda ali se encontravam e reparara nuns faróis a atravessarem a ponte de acesso à ilha.      - Vem aí alguém. - O que queres dizer? - Inês levantou-se de um salto - Conseguiram entrar? - Não mana, vem alguém a atravessar a ponte. Matilde parecia perder cor a cada hora que passava. - Vamos ter calma. Pelo que percebemos eles não conseguem entrar sem a nossa autorização. O carro passava naquele momento à frente da casa continuando sem abrandar, um grupo de rapazes cantava desafinadamente tentando acompanhar a música sem saberem para onde se dirigiam. Ficou naquele momento provado que não iriam longe, no seu encalce corriam quase todas aquelas almas penadas. - Matilde e Inês, não saiam daqui, já voltamos. – Mário fez sinal aos primos para que o seguissem. - Não nos deixem, por favor…

O Covil da Ria Formosa - III Capítulo

Capítulo Três
            A cozinha e a sala estavam iluminadas pelos candeeiros.             Conseguiam sentir o nervosismo uns dos outros. Sabiam que algo estava errado.             Matilde jantou com eles. Achava-a muito pálida. Podia ser do medo.             - Onde estão as tuas irmãs Matilde? - Inês não resistiu perguntar.             - Foram passear para Faro hoje à tarde, há uma feira de artesanato, devem jantar por lá.             Miguel comia as últimas batatas fritas antes que Diogo as visse.             - A Matilde dorme cá esta noite! - Mário olhou para a prima.             - Parece-me bem. – Não queria que ele fosse para casa dela, não conseguia deixar de pensar na sensação estranha que sentira naquela casa. - Vai ser agradável ter a tua companhia aqui esta noite.             - Obrigada Inês. – Sorriu-lhe. Não parecia ter muita fome, brincava com a comida no prato. Levantou-se.             - Eu já vos venho ajudar a lavar a loiça, vou só num instante a casa buscar algumas roupas.  …

O Covil da Ria Formosa - II Capítulo

Capítulo Dois      Os raios de sol penetravam através da janela do quarto. Mesmo fechada permitia a passagem daquele cheiro que parecia ter ganho novas proporções.       Desceu dirigindo-se à cozinha onde preparou um bule de café. Encheu uma chávena e foi abrir a porta de acesso ao pátio virado para a ria no preciso momento em que Matilde se preparava para bater.           - Olá Mário!           - Matilde? Quando chegaste?           - Ontem à noite. Tiveste saudades minhas?             Ali prostrada à sua frente estava a miúda com quem namorava todos os anos nas férias.             Como não respondesse. Matilde avançou para ele abraçando-o e beijando-o. Evitando passar o limiar da porta. – Não me convidas a entrar?             - Tenho sempre saudades tuas, anda cá. Entra. – Apertou-a, beijando-a.             - Olha porque é que nunca me procuras em Lisboa?             Beijava-lhe o pescoço enquanto lhe respondia a custo – Porque ando sempre de um lado para o outro, sabes que o meu curso não me…

O Covil da Ria Formosa - I Capítulo

O sol ainda aquecia naquele final de setembro. Estirados nas toalhas alheios a tudo, mas felizes por estarem juntos. Os corpos imóveis absorviam o último calor que os raios de sol lhes ofereciam, embalados pelo arrolar das ondas na rebentação. Estavam novamente na sua casa da ilha de Faro. Situada na avenida nascente a velha casa era uma das mais antigas, dois lotes antes do parque de campismo. Tinha dois portões sendo um deles para os automóveis. Um enorme pátio de pedra voltado para a ria formosa dava-lhes a privacidade que tanto apreciavam durante os meses mais agitados do verão. Era de dois andares, dois quartos, uma sala, casa de banho, cozinha e despensa no piso térreo e quatro quartos, casa de banho e duas varandas no piso superior. A garagem situada no lado esquerdo da casa era o local onde arrumavam as bicicletas e todo o material do barco e da praia, bem como o grelhador que tinham adquirido no início desse verão. Ainda tinham espaço para estacionar dois carros. Adoravam aquel…