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Mensagens

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Olhou para o seu lobo e fez-lhe sinal para que os acompanhasse, até à passagem teria proteção redobrada. Começou a correr seguida de perto pelos dois guardiões. Sentia que a vida de Heinz e a felicidade da amiga dependiam da sua rapidez.

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Yggdrasil, Profecia do Sangue

“O carro percorria a distância que separava Dublin de Glendalough por entre o verde das montanhas, os imensos campos de turfa e o tão tradicional meio rural pejado de ovelhas pastando livremente.
Ali o passado e o presente continuavam a misturar-se.”

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Os olhos não se conseguiam adaptar àquela escuridão. Notou que algumas pedras incrustadas nas paredes brilhavam. Reparou que as amigas estavam todas encostadas umas às outras. Ninguém falava. Seria possível que estivessem a dormir? Talvez fosse melhor assim. Bocejou. Tinha mesmo que sair dali. Alguém devia ficar de guarda. Tomava a si essa tarefa.

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Yggdrasil, Profecia do Sangue

“Danu esvoaçava pela sala atirando com tudo o que conseguia apanhar. Parou, olhando-o nos olhos, continuando com a voz aparentemente velada - Quem te disse que lhe podias tocar? Eu mandei-te segui-la e protege-la. Não me ouviste falar em interação. Ouviste? - Quando se virou a ponta da sua capa raspou-lhe na face cortando-o, no entanto nem ousou mexer-se.”

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

O que fazer? Continuava muito quieta, não ousava sequer pestanejar. Falavam enquanto apalpavam a parede à sua frente. Conseguiu reconhecer a voz de um deles, era a mesma que ouvira nessa tarde no colégio, a conversar com a Irmã Sandra. Mas se era amigo de Arkadius, não podia ser um assassino. Será que ele também era? Em que situação é que se metera? Fechou os olhos. Talvez quando os voltasse a abrir, eles já ali não estivessem. Esperou um pouco antes de os voltar a abrir e, quando o fez, eles já ali não se encontravam. Esfregou os olhos. Teria sonhado?

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Curva da Estrada

- Espera! Não saias. Temos que conversar. A sua mão já apertava o manípulo da porta mas parou. - Não me amas? Porque lhe perguntava tal coisa? Será que não sabia que aquilo a que chamava amor era sobreavaliado?             - Olha para mim por favor. Diz-me o que queres que mude. Não queria que mudasse. Só queria sair. - Todo este tempo juntos e não consegues pensar em mim? No que sinto? Já tinha passado realmente muito tempo. - Existe outra é isso? Existiria sempre outra, outras, não importava. - Vais ter com ela? Ainda não sabia o que faria. - Investi tanto em ti e agora abandonas-me como a um animal. Não era certo, quando saísse levava o cão. - E o nosso projecto de vida, vais deitar tudo a perder? Aquele projecto não era seu. - As viagens que planeámos fazer. Tinha no bolso das calças as chaves do carro.  - A casa que sonhámos comprar. Queria ir para perto do mar, talvez a Marginal. - Os filhos que contámos ter. Para ele o tempo nunca seria uma preocupação. - Vais deixar tudo para trás? Tentava há uns b…

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

– Acham mesmo que aquele grupinho ali vai manter-nos afastadas? Que serão elas a vossa salvação? – Se ainda não tinha a certeza em relação a isso, a vossa presença aqui acabou de me confirmar o valor de cada uma delas.  – Não te convenças, soldadinho. Ainda não foi hoje, mas vamos conseguir chegar suficientemente perto delas e sabes o que isso significa. – Para que isso acontecesse, tinham que passar por todos nós e somos muitos. – Encontrar-nos-emos em breve, soldadinho.

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz