Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Abril 2016, MBarreto Condado

“Só acredito que não estou a dormir quando vejo a obra feita” MBarreto Condado


Entrevista blog No Conforto dos Livros, 18 Janeiro 2016

“Passar os acontecimentos que ganham vida na minha cabeça para o papel surge tão naturalmente como respirar” MBarreto Condado

À conversa com a autora Ana Kandsmar

"Geralmente sou uma pessoa bem-disposta, positiva, ainda sonhadora, apesar de volta e meia atravessar desertos inóspitos e dolorosos."

Texto: MBarreto Condado Foto: Ana Kandsmar


No movimentado mundo da Literatura portuguesa onde todos os dias surgem novos autores, poucos conseguem destacar-se pela habilidade com que as suas palavras nos tocam e nos fazem pensar. Porém, Ana Kandsmar tem essa capacidade!
Para nossa grande satisfação a Ana aceitou o convite deste Jornal tendo passado a escrever uma cronica de opinião semanal desde junho do presente ano onde não deixa de nos impressionar com a sua acutilante forma de expressão.
Por saber que sempre existirão perguntas para as quais queremos obter respostas, mas principalmente por reconhecer que ainda tem muito para nos oferecer propus-lhe esta pequena entrevista. É verdade que ficará sempre algo por dizer pelo que deixo em aberto uma nova conversa quando se justificar. Até porque a curiosidade sobre a Ana Kandsmar e a sua escrita nun…

Entrevista blog No Conforto dos Livros, 18 Janeiro 2016

“Quando escrevo é quase como se um filme se desenrolasse dentro da minha cabeça”
MBarreto Condado


Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

A floresta acabava abruptamente acabando por desembocar numa clareira onde estavam montadas umas enormes tendas… os lobos tinham-na conduzido até eles. Sabia agora que Lua nunca a colocaria em perigo. Ia continuar a confiar no seu instinto e até agora ainda não lhe falhara.
Os homens e mulheres que saiam das tendas olhavam-na com perplexidade e crescente curiosidade, pareciam estar a olhar para uma aparição. Percebeu que falavam entre eles. Estava a começar a sentir-se incomodada. Reparou ainda que alguns deles chamavam os lobos, mas estes continuavam a manter as fileiras de proteção à sua volta. Nenhum se mexia.

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz

Conseguira ouvir o rafeiro rosnar à sua porta. Sabia que a sentira tal como ela os sentia. Odiava-os a todos e sabia que esse sentimento era recíproco…esperaria pelas notícias que certamente chegariam pela manhã quando as alunas estivessem de volta às suas insignificantes vidinhas. Queria ver que desculpas arranjariam para justificar a morte de uma delas. Rebolava na cama rejubilando enquanto a mente imaginava os mais variados cenários de mortes violentas ou até mesmo incapacidades físicas a que Ana sucumbira. E sorria. Sabia que aquela ia ser uma boa noite.

Lua do Lobo, Irmandade da Cruz