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Mensagens

À conversa com a pintora Armanda Alves e com a autora Luisa Fresta

“Há momentos em que nos apetece abraçar o mundo”, foi desta forma que a poetisa Regina Correia apresentou a autora Luísa Fresta e a pintora Armanda Alves no seu mais recente trabalho a quatro mãos, estou a falar do livro “Contexturas”, publicado pela editora Livros de Ontem.
“Contexturas", é uma confortável viagem através de um universo de emoções. Um livro composto por vinte pequenos contos todos eles emoldurados por uma tela única. Sentimos ao folhear as suas páginas que a respiração acelera como um despertar dos nossos próximos sentimentos tal é a harmonia existente entre a pintura e os contos. Através das suas páginas somos conduzidos numa viagem ímpar por terra e por mar, onde a imaginação encontra no extraordinário o banal, sentimo-nos parte de todo aquele teatro narrativo, imersos nas suas páginas de onde nos recusamos sair por querermos sempre mais. De imediato notamos a ligação das autoras à mãe natureza, à língua, ao cheiro do oceano angolano, aos sabores, às cores de Áfr…

À conversa com o autor Manuel do Nascimento

Tenho conversado regularmente com novos autores portugueses que tentam vingar no competitivo panorama literário português, sem me esquecer de todos os outros que vivem fora de Portugal.  
No ano passado conheci alguns desses autores e cheguei mesmo a ter a oportunidade de apresentar o meu trabalho em Paris por intermédio deles.
Deixo-vos aqui a conversa que tive com o Manuel do Nascimento para que o possam conhecer um pouco melhor e saber o que tem feito pela divulgação da nossa história. A altura para o fazer foi a ideal na medida em que o Manuel publicou o seu primeiro romance no passado mês de agosto.
MBC – Para quem ainda não te conheça, gostava que te apresentasses. MN - Nasci numa vila da região do Dão no distrito de Viseu. Aos 11 anos completei o exame da 4ª classe, e como os meus pais tinham poucos recursos. Vi-me obrigado a vir para Lisboa viver com familiares de forma a poder continuar os meus estudos. A verdade é que podia ter ido para Lamego ou Viseu, mas infelizmente os meus…

Férias de Verão, Casamento e Emigração

Acabaram as férias que para muitos continuam a ser repartidas entre o mês de junho e o mês de setembro, em grande parte para evitar o afluxo de emigrantes que regressam sempre nos fortes meses de verão. A simples ideia de praias atulhadas de “Michel vien ao pai”, horas nas filas, o ouvir as habituais reclamações de que em Portugal é sempre a mesma coisa, que este nosso país parece um daqueles do terceiro mundo, continuam a ser motivo mais do que suficiente para muitos portugueses continuarem a fazer férias fora do característico período emigrante.
Se esta é a realidade do nosso país nos dois fortes meses de verão, também é verdade que os emigrantes não são mais do que os nossos portugueses regressados numa tentativa de aplacarem o saudosismo que se acumula nos longos e frios meses, nos países de acolhimento. Voltam para recarregar baterias com a boa comida, o vinho, o clima, a família e os amigos antes de serem uma vez mais obrigados a regressar.
Passei a entender esta movimentação de g…

À conversa com a autora Raquel Fonseca

"Agora que sei para o que trabalho, sou mais perfecionista e exigente comigo mesma."
O que poderá ser mais refrescante e inspirador, do que entrevistar alguém que de alguma forma nos faz lembrar um pouco como eramos aos vinte anos?
À conversa com a jovem autora Raquel Fonseca na Feira do Livro de Lisboa, no passado mês de Junho, fiquei a saber que escreve desde muito cedo tendo começado como uma simples actividade de férias na companhia da sua irmã e da sua prima. Que tem muitas estórias guardadas, algumas delas só com inícios, outras só com meios e outras só com fins. Que conta com um fantástico apoio familiar e que desde o lançamento do seu livro já fez inúmeras apresentações em escolas, sempre com a ajuda incondicional da sua mãe, professora de físico química.
Esta actualmente a trabalhar no seu blog de autora que contará divulgar muito em breve de forma a ajudar na promoção do seu trabalho. Uma das muitas curiosidades que me confidenciou foi, de que independentemente de ser…

À conversa com a poetisa Mafalda Pascoal

Ainda se tem muito a errónea ideia de que já não se escreve poesia. Que faz parte de uma realidade que já não é actual. A verdade é que todos os dias somos surpreendidos por novos autores que tentam transmitir o seu próprio sentimento a quem queira ceder um pouco do seu tempo a ler. Sim, a ler o que escrevem com a alma e o coração.
Se esse é o aspecto positivo de se escrever poesia, abrir as portas da nossa alma, certamente que o menos positivo é o facto de a maior parte destes novos autores nunca chegar a ser devidamente conhecido.
Por todos os motivos que possam estar relacionados com essa enorme falha considerei importante dar o momento há tanto merecido a uma dessas poetisas que também é cronista no nosso jornal.
E nada melhor do que a própria para falar de si.  
MBC – Quem é a Mafalda Pascoal? MP - A Mafalda é uma pessoa nascida e criada no campo. A partir dos 10 anos de idade passei a ser educada somente pela minha mãe. MÃE esta de uma coragem e ao mesmo tempo de uma fragilidade i…

À conversa com a autora Vanessa Lourenço

Quem me conhece sabe que sou uma apaixonada por livros e por animais e a verdade é que encontrei recentemente uma autora que conseguiu unir estas minhas duas paixões. Estou a falar da Vanessa Lourenço.
Quando tive o privilégio de a conhecer tinha acabado de lançar “A Cria Negra de Felis Mal’Ak” e aproveitando para citar a própria: “Não existem coincidências”.
A verdade é que ao acabar de ler o seu livro dei por mim como uma das suas mais fervorosas leitoras, ansiosa pela continuação da estória. Que felizmente chegou com o segundo volume “A Batalha de Sekmet”, porém a minha ansiedade não ficou curada somente saciada. Continuo a desejar saber que final terão estes pequenos heróis de quatro patas.
Para todos aqueles que acham que não gostam de gatos, que estes são pura e simplesmente animais, desenganem-se e leiam o que a Vanessa tem para vos contar. Só ela conseguiria com a sua forma única de contar estórias criar os laços de união que faltavam. Com ela, aprendemos a aceitar que nos acomp…